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Portugal rejeita restrições à pesca propostas por Bruxelas

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Portugal rejeita restrições à pesca propostas por Bruxelas

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O governo português rejeitou a proposta de compromisso da UE sobre as pescas para 2006, porque no entender de Lisboa mantém as reduções “excessivas” das espécies, que mais interessam aos pescadores portugueses.

O documento, apresentado esta terça-feira aos ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia em Bruxelas, insiste no corte de 15 por cento da apanha do tamboril e de 20 por cento do badejo e do carapau ao largo da Madeira, tal como preconizava a proposta da Comissão Europeia.

As espécies cuja apanha sofre uma melhoria, no caso português, são o carapau ao largo do continente – de uma redução de 15 por cento segundo a proposta da Comissão Europeia para 5 por cento -, e o biqueirão, que repõe os valores de 2005, não sofrendo assim qualquer corte.

Também no caso do verdelho, a quantidade da apanha autorizada mantém-se e o areeiro passa de uma redução de dez por cento da apanha em vez dos 15 inicialmente propostos.

O ministro da Agricultura e Pescas de Portugal, Jaime Silva, já afirmou que o governo rejeita qualquer diminuição das capturas que vá além dos dez por cento, sendo este o limite máximo considerado admissível para todas as espécies pelo executivo português.