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Dirigentes visitam Iraque em clima de denúncia de fraude eleitoral


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Dirigentes visitam Iraque em clima de denúncia de fraude eleitoral

Na visita surpresa do primeiro-ministro britânico ao Iraque, para desejar as boas festas ao contingente de mais de oito mil homem que mantém no terreno, ficou claro que ainda não há um calendário para a retirada das tropas se Sua Majestade de Bassorá. Tony Blair faz depender dos iraquianos a retirada britânica.

Também Donald Rumsfeld, secretário da Defesa norte-americano, foi ao Iraque, de surpresa. Aterrou na capital, Bagdade, oriundo do Afeganistão. Encontro com os militares, desejos de boas festas, tal como fez Blair. Já ontem, o primeiro-ministro da Polónia tinha feito o mesmo, Kazimierz Marciinkiewcz chegou mesmo a encontrar-se com chefe do executivo de Bagdade, Ibrahim Jaafari, a quem prometeu apenas retirar as tropas polacas do país caso o governo do Iraque assim o entenda. A Polónia já reduziu o seu contingente de 2400 homens para 1400. No terreno existe uma nova tensão política, com vários partidos sunitas e laicos a exigirem a realização de novas eleições legislativas. Tudo começou com o anúncio dos resultados provisórios da província de Bagdade, onde os xiitas, no poder, terão obtido 59 por cento dos votos. Em conferência de imprensa, a principal aliança árabe sunita, a Frente para o Consenso Iraquiano, que terá obtido 19%, denunciou irregularidades no sufrágio e ameaçou boicotar a Constituição. Aos sunitas juntaram-se os partidos laicos, liderados pelo ex-primeiro-ministro Iyad Alawi, que terão recebido 14 %. As duas formações esperavam mais. A região de Bagdade elege 59 dos 230 assentos atribuídos às províncias, numa assembleia com um total de 275 deputados.
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