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Roma acusa soldado norte-americano de homicídio do agente Nicola Calipari

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Roma acusa soldado norte-americano de homicídio do agente Nicola Calipari

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A chegada de um automóvel danificado ao aeroporto de Roma só não passa despercebida porque se do veículo que transportou Giuliana Sgrena quando a jornalista italiana foi libertada um mês depois de ter sido sequestrada por um grupo de iraquianos.

Depois de vários meses de investigações o Ministério Público de Roma acusou formalmente, esta quinta-feira, o soldado norte-americano Mário Lozano de homicídio voluntário do agente Nicola Calipari, de 51 anos, que se encontrava no carro para acompanhar Sgrena ao aeroporto de Bagdade. Apesar de um certo resfriamento nas relações italo-americanos após o incidente, Washington e Roma criaram uma comissão de inquérito para apurar as circunstâncias da morte do agente secreto, mas as duas partes nunca conseguiram chegar a um consenso. Os Estados Unidos garantem que os seus militares agiram de acordo com as regras, enquanto Itália argumenta que a morte de Calipari se deveu a um erro na conduta dos militares norte-americanos que vigiavam a estrada que liga a capital ao aeroporto. A família de Calipari não reconhece a veracidade das conclusões do inquérito.