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Gazprom preparada para cortar fornecimento de gás à Ucrânia

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Gazprom preparada para cortar fornecimento de gás à Ucrânia

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A Gazprom está disposta a cortar o fornecimento de gás à Ucrânia a partir de 1 de Janeiro. A companhia estatal russa implementará esta medida caso não consiga resolver entretanto a disputa de preços com Kiev.

A Ucrânia recusa o aumento previsto para 2006, que multiplica por cinco a tarifa preferencial herdada da era soviética. Kiev acusa a Gazprom de servir como instrumento do Kremlin para punir o rumo pró-ocidental do país após a “revolução laranja”. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirma que “não é uma questão política, é pura economia”. Acrescenta que os números não são nenhum segredo, “nem o preço do gás para os clientes da Europa Ocidental, nem o que pagam os ucranianos, que é inclusivamente mais baixo do que o dos próprios clientes russos”. A Gazprom quer subir o preço por mil metros cúbicos de 42 para 195 euros, equiparando-o à tarifa do mercado internacional. Kiev pretende um aumento progressivo. O ministro da Energia ucraniano explica que o seu país “propôs um período de transição, aumentando gradualmente os preços pagos pelo gás russo, bem como o valor que a Ucrânia recebe pela passagem do gás, evitando uma subida instantânea da tarifa”. O maior problema da Gazprom é como cortar o fornecimento à Ucrânia sem prejudicar os abastecimentos aos clientes europeus, 80 por cento dos quais passam pelo gasoduto ucraniano. No entanto, Moscovo já garantiu que os compromissos serão cumpridos, independentemente do conflito com Kiev.