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Derradeira tentativa para resolver guerra do gás entre Rússia e Ucrânia

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Derradeira tentativa para resolver guerra do gás entre Rússia e Ucrânia

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O ministro ucraniano da Energia, Ivan Platchkov, desloca-se esta quarta-feira a Moscovo para tentar chegar a um acordo sobre a guerra do gás a dias do fim do ultimato. A deslocação foi decidida após conversa telefónica entre os presidentes ucraniano, Viktor Iushchenko, e russo, Vladimir Putin, numa altura em que se multiplicam as declarações em nada conciliatórias.

A começar pelo primeiro-ministro ucraniano. Iuri Ekhanourov diz que a Ucrânia têm o direito de retirar 15% do gás russo que passa pelo seu território, como forma de pagamento pelo direito de passagem. Para além das diferentes interpretações dos tratados e acordos bilaterais, na base do diferendo está a vontade da empresa pública russa Gazprom de aumentar o preço do gás pago pela Ucrânia, subindo de 50 para 230 dólares por mil metros cúbicos. Kiev deseja um aumento progressivo do preço do gás, mas perante o ultimato ameaça aumentar também o aluguer pago pela Rússia pela base naval na Crimeia. Para Moscovo isso equivale a rever o tratado bilateral sobre o reconhecimento das fronteiras. Quanto a retirar gás dos gasodutos, o porta-voz da Gazprom é peremptório: qualquer quantidade de gás retirada em 2006 será considerada roubo e acusa a Ucrânia de tentar roubar o gás destinado à União Europeia, que Kiev deseja integrar. Para muitos analistas ucranianos trata-se de uma questão política com a Rússia a tentar enfraquecer o presidente Iushchenko nas vésperas de legislativas. Moscovo diz que não vai apresentar novas propostas e Alexander Medvedev, vice-primeiro-ministro russo e alto responsável da Gazprom, está determinado a cumprir a ameaça: na ausência de acordo, as torneiras do gás para a Ucrânia fecham a 1 de Janeiro bem cedo.