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Crise do gás entre a Ucrânia e a Rússia

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Crise do gás entre a Ucrânia e a Rússia

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O presidente russo propôs à Ucrânia um crédito de quase quatro mil milhões de dólares para amortecer a subida dos preços do gás natural russo que tem sido vendido à Ucrânia a preços mais baixos do que os do mercado. Mas o seu homólogo ucraniano já recusou.

Vladimir Putin tentava acabar com a chamada crise do gás entre a Rússia e a Ucrânia, que dura há nove meses – tempo que não bastou para o governo de Kiev se habituar à ideia de uma subida drástica de 50 dólares para 230 por mil metros cúbicos de gás. O especialista Dmitry Trenin explica: “Não se pode comer o bolo e guardar o bolo. Tem de se escolher. Se a Ucrânia quer fortalecer os laços com o Ocidente não pode ter as mesmas relações que tinha com a Rússia. Portanto este é um acordo justo.”. Apesar do preço subir para quase cinco vezes mais, ainda será preferencial. O braço de ferro entre os dois países chegou ao ponto da ameaça de corte dos gasodutos, e incluiu a simulação técnica da paragem fornecimento da Gazprom para a Ucrânia. O gasoduto Soyus transporta anualmente 112 mil milhões de metros cúbicos de gás russo através de território ucraniano para a Europa ocidental – a Ucrânia só fica com 15 por cento do total que vem da Rússia. A crise começou com uma disputa comercial sobre o fornecimento e transporte de gás entre os dois países, mas está a ter consequências noutras áreas. O ministro russo da Agricultura anunciou a proibição total da importação de carne da Ucrânia.