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Mario Draghi, um governador do Banco de Itália para fazer esquecer Fazio

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Mario Draghi, um governador do Banco de Itália para fazer esquecer Fazio

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Restaurar a credibilidade do Banco de Itália, a missão que recai sobre Mario Draghi. O economista de 58 anos, com uma larga experiência internacional, foi nomeado para o cargo de governador do banco central italiano durante a reunião desta tarde do Conselho de Ministros em Roma.

O actual vice-presidente do banco de investimento Goldman Sachs é o homem de todos os consensos. Segundo a imprensa italiana tanto o primeiro ministro Silvio Berlusconi, como o presidente Carlo Azeglio Ciampi, tinham ontem dado a benção à nomeação de Draghi. Os 13 administradores do Banco de Itália reunidos esta manhã aprovaram por unanimidade a escolha do homem em cujo currículo se destaca a passagem por instituições internacionais como o Banco Mundial, a OCDE e o Banco Europeu de Investimento. Entre 91 e 2001, o economista liderou o processo de entrada da Itália na União Monetária Europeia, tendo supervisionado uma vaga de privatizações nas telecomunicações, bancos e energia. Um perfil perfeito para ultrapassar a sombra deixada pelo seu antecessor,Antonio Fazio, que se demitiu em meados de Dezembro, acusado de ter favorecido um banco nacional contra um investidor estrangeiro na OPA ao banco AntonVenetta. Mario Draghi deverá iniciar funções em Fevereiro a tempo de participar na cimeira do G7 em Moscovo. Aquele que deverá ser o nono governador do Banco de Itália vai ser o primeiro a ter um mandato máximo limitado a 12 anos (2 mandatos de 6 anos). Antes da reforma, aprovada recentemente, o cargo era vitalício.