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Comissão Europeia vai discutir crise do gás provocada pela Ucrânia e a Rússia

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Comissão Europeia vai discutir crise do gás provocada pela Ucrânia e a Rússia

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A Comissão Europeia convocou uma reunião especial de peritos dos Estados-membros da União Europeia, para discutir as eventuais consequências ligadas ao conflito de gás que opõe a Rússia à Ucrânia.

A informação foi dada num comunicado emitido pelo comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, especificando que a reunião se realizará na próxima quarta-feira. Ucrânia e Rússia estão em desacordo, há meses, por causa do preço do gás russo exportado para os ucranianos, já que a Gazprom pretende quadruplicar os valores a pedir a partir de 1 de Janeiro, e vai cortar as entregas a Kiev se a Ucrânia recusar as exigências russas. O director-geral da companhia estatal russa Gazprom tranquiliza, no entanto, a Europa. Alexei Miller garante que será posto em prática um plano alternativo para o fornecimento de gás aos consumidores europeus – que habitualmente passa pelos gasodutos ucranianos.“Se Kiev não assinar o contrato, no dia 1 às 10 horas, o fornecimento de gás russo à Ucrânia será totalmente interrompido”, conclui. O gasoduto Soyus transporta anualmente 112 mil milhões de metros cúbicos de gás natural russo através de território ucraniano para a Europa ocidental – a Ucrânia só fica com 15% do total que vem da Rússia. O governo de Kiev nunca recusou pagar o aumento do preço do gás, reconhecendo que tinha um tratamento preferencial mas pediu um prazo maior para poder responder à exigência de 230 dólares por mil metros cúbicos de gás, quando pagava somente 50. O presidente ucraniano, Viktor Iushchenko, insiste na arbitragem internacional e na prorrogação do prazo de discussão até 10 de Janeiro. A proposta foi de imediato considerada pela estatal Gazprom como “inaceitável”.