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Moscovo e Kiev extremam posições na guerra do gás

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Moscovo e Kiev extremam posições na guerra do gás

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O presidente ucraniano, Viktor Iuchenko, ordenou várias medidas por decreto para preparar o país para o aumento de preços do gás russo. As negociações que entram no terceiro dia apresentam-se dificeis. O presidente russo propôs ontem à Ucrânia um crédito de quase quatro mil milhões de dólares para amortecer a subida dos preços do gás que tem sido vendido aos ucranianos a valores inferiores aos do mercado. Mas o seu homólogo ucraniano recusou. “A Ucrânia pagará com o seu próprio dinheiro o preço fixado de forma justa e objectiva”, declarou o presidente Iuchenko. Kiev espera poder aumentar a produção nacional de gás e de petróleo para reduzir, assim, a sua dependência do vizinho russo.

O conflito dura há várias semanas. A Ucrânia paga actualmente 50 dólares por 1.000 metros cúbicos pelo gás russo mas a empresa Gazprom quer quadruplicar as tarifas para se aproximar dos níveis do mercado internacional, isto é 230 dólares por 1.000 metros cúbicos. Kiev acha este preço inaceitável e quer um aumento gradual. À falta de um acordo a Rússia ameaça cortar o fornecimento a partir de 01 de Janeiro. Uma delegação governamental ucraniana está em Moscovo desde quarta-feira para tentar encontrar uma solução de última hora para este diferendo. As negociações não saem do fracasso.