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Ucrânia volta-se para o Turquemenistão para abastecer-se de gás

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Ucrânia volta-se para o Turquemenistão para abastecer-se de gás

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A crise entre a Ucrânia e a Rússia por causa do gás está a deixar a União Europeia nervosa. Bruxelas convocou uma reunião plenária para o dia 4 para discutir o tema. Há meses que Kiev está em desacordo com a Gazprom por causa do gás russo que compra.

O presidente ucraniano Viktor Iushchenko afirma que a russa Gazprom pede 230 dólares por mil metros cúbicos de gás e paga 1,75 dólares por cada mil metros cúbicos que transitem por 100 quilómetros de gasodutos ucranianos. Contas feitas, é inaceitável, ter preços tão elevados, não economicamente justificados. A Gazprom, empresa que detém o monopólio do gás na Rússia, pretende, a partir do dia 1, cobrar quatro vezes mais a Kiev pelo fornecido. Mas não fez o mesmo aos outros países. O seu presidente afirma que caso a Ucrânia não assine o contrato até às dez horas do dia 1 todo o fornecimento da Federação Russa para a Ucrânia pára. Palavras ameaçadoras, mas o presidente Iushchenko não parece temer em excesso. Aliás, Iushchenko acha que é o castigo russo à revolução laranja no seu país. Passam pela Ucrânia 112 mil milhões de metros cúbicos de gás russo por ano, 34,3 mil milhões ficam no país, 13 mil milhões vão para a França, 21 mil milhões para a Itália, 36 mil milhões para a Alemanha e 24,5 mil milhões para a Turquia. Para manter-se quente, a Ucrânia virou-se para o Turquemenistão. Em 2006 vai comprar à antiga República Soviética 40 mil milhões de metros cúbicos a 50 dólares por mil metros cúbicos. Pelo menos assim metade da necessidade nacional fica coberta. Quanto à torneira russa que ameaça fechar-se, o presidente tenta acalmar os cidadãos. Não é de um dia para o outro que o país vai ficar sem gás russo. Se o corte russo se concretizar, os gasodutos ucranianos continuarão a fornecer a Europa ocidental, que compra um quarto das suas necessidades à Rússia.