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Crise do gás russo entra numa nova fase

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Crise do gás russo entra numa nova fase

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A Rússia começou a reduzir o fornecimento de gás natural à Ucrânia, depois de Kiev ter rejeitado a proposta de Moscovo de quadruplicar o preço da matéria-prima no segundo trimestre do ano.

As duas partes estão cada vez mais de costas voltadas e a Europa arrisca-se a ficar refém do conflito. A Gazprom acusa Kiev de má fé e apropriação indevida. “A Ucrânia procura um conflito desde o princípio. Desde o início que planeia tirar gás destinado à Europa sem autorização, para ser mais claro, está a “roubar” gás que vai para a Europa”, declarou Sergei Kuprianov, porta-voz da empresa estatal russa. A Gazprom confirmou ter reduzido o abastecimento em 120 milhões de metros cúbicos por dia à Ucrânia e garantiu que o fornecimento aos países europeus se manteve intacto. Mas, na Polónia, o grupo energético estatal registou uma perda de pressão e as autoridades húngaras registaram uma quebra de 25% no fornecimento de gás. Os países europeus estão inquietos, já que 20% do gás natural consumido na União Europeia é proveniente da Rússia e canalizado através da Ucrânia. O porta-voz da empresa responsável pelos gasodutos ucranianos anunciou que “todos os compromissos referentes ao trânsito de gás com destino à Europa estão a ser cumpridos” e que vão “trabalhar para que a actual situação se mantenha como está.“A Ucrânia beneficiava até agora das condições especiais oferecidas às antigas Repúblicas soviéticas, mas depois da Revolução Laranja, politicamente virada para o Ocidente, o Kremlin decidiu rever a situação.