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Gazprom corta fornecimento de gás natural à Ucrânia

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Gazprom corta fornecimento de gás natural à Ucrânia

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O prazo do ultimato imposto pela Gazprom chegou esta manhã ao fim, sem que Moscovo e Kiev se tivessem entendido quanto ao preço do gás natural russo a ser vendido à Ucrânia.

Por isso, o gigante energético russo cortou o fornecimento a Kiev. A guerra do gás natural entre Kiev e Moscovo já dura há algum tempo, mas as negociações intensificadas nos últimos dias não deram frutos. O Kremlin deseja que a Ucrânia pague 230 dólares por mil metros cúbicos de gás, contra os actuais 50.Viktor Yushchenko pretende um aumento faseado do preço, mas considera exorbitante o valor proposto por Moscovo. Assim, apesar das diversas propostas que foram sendo postas na mesa, não foi ainda obtido qualquer entendimento. Num último esforço, a Gazprom propôs ontem manter o preço do gás natural inalterado durante o primeiro trimestre de 2006, na condição da Ucrânia pagar a partir daí o preço de mercado exigido por Moscovo. A Ucrânia beneficiava até agora das condições especiais oferecidas às antigas Repúblicas soviéticas, mas depois da Revolução Laranja o Kremlin decidiu rever a situação. Porém, pelos gasodutos russos que atravessam a Ucrânia, é também encaminhado o gás natural destinado a suprir um quarto das necessidades europeias desse combustível. Por isso, as restrições ao fornecimento ucraniano poderão afectar a quantidade que chega à União Europeia, apesar das garantias dadas pela Gazprom. Os responsáveis pelas pastas da Energia dos Vinte e Cinco vão reunir na terça-feira para tentar mediar um acordo entre Kiev e Moscovo, ao mesmo tempo que salvaguardam os fornecimentos europeus.