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Eleições palestinianas poderão ser adiadas

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Eleições palestinianas poderão ser adiadas

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O caos reina nos territórios palestinianos, a pouco mais de três semanas das eleições legislativas.

Esta manhã, cerca de duas centenas de polícias tomaram de assalto vários edíficios públicos: a comissão de eleições, um tribunal e a própria sede da autarquia de Rafah, na Faixa de Gaza. O presidente Mahmoud Abbas, que tinha prometido restabelecer a ordem e rejeitado a proposta do Fatah para o adiamento do acto eleitoral, admite agora a possibilidade de fazê-lo se Israel insistir em boicotar as eleições em Jerusalém-Leste, contra a participação do Hamas no escrutínio. Mas a verdade é que são muitos os factores que ameaçam a eleição prevista para o dia 25 de Janeiro. Abbas não consegue acalmar a tensão. As forças da ordem estão revoltadas, Israel construiu uma zona de segurança no norte da Faixa de Gaza, mas não conseguiu evitar os tiros de roquetes para território israelita, a violência repete-se diariamente e o rapto de estrangeiros transformou-se em prática comum para grupos radicais. As ameaças de rapto pairam também sobre os observadores da União Europeia e dos Estados Unidos que já chegaram ao Médio Oriente. A chefe da missão dos observadores europeus, Veronique de Keyser, declarou que as ameaças não vâo impedir as deslocações dos observadores, e acrescentou que, obviamente, o Hamas deve participar. O Hamas, que conta conseguiur um bom resultado, opõe-se ao adiamento da data das eleições. Por seu lado Israel continua os ataques a alvos escolhidos no território da Faixa de Gaza, tendo atingido já hoje um edifício das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa.