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Europa teme consequências da crise do gás entre Rússia e Ucrânia

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Europa teme consequências da crise do gás entre Rússia e Ucrânia

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A Rússia corta o gás à Ucrânia e é a Europa que treme! O fornecimento de gás está a ser utilizado como arma pelo primeiro produtor a nível mundial. Mas desde o início da crise entre Moscovo e Kiev que os europeus temem a penúria.

O grupo russo Gazprom acusa a Ucrânia de estar a “roubar” cem milhões de metros cúbicos de gás natural destinados à Europa. As autoridades de Kiev negam a acusação, mas admitem retirar gás se as temperaturas descerem abaixo de zero, como forma de pagamento das taxas de trânsito. O porta-voz da Gazprom, Serguei Kuprianov confirma o diferendo. Mas em todo o continente europeu, espera-se que a crise acabe rapidamente: 25 por cento do gás consumido na Europa é fornecido pela Gazprom. Ou seja, a guerra do gás entre Moscovo e Kiev afecta directamente a Hungria, Áustria, Eslováquia, Eslovénia e a Croácia. A Alemanha, Itália, Turquia e França também são afectadas, em mais de 20 por cento, apesar de terem outras fontes de fornecimento. O perito alemão em distribuição de gás, Burckhard Bergmann, confirma que o consumo doméstico não será afectado, porque há um bom stock armazenado, mas se a crise do gás com a Rússia continuar, os pequenos consumidores acabarão por sofrer. Todavia, não há um armazenamento europeu comum. A Alemanha, por exemplo, dispõe de uma reserva para 75 dias, e a França para 45 dias. Kiev reivindica o direito a 15 por cento do gás russo que é transportado através do seu território, como taxa. E Moscovo deduziu que os ucranianos se serviriam directamente desses 15 por cento se lhes cortasse o abastecimento de gás A Comissão Europeia convocou uma reunião para analisar a situação e as suas consequências. Portugal não será afectado por esta crise já que a totalidade do abastecimento de gás natural é assegurada pela Nigéria e pela Argélia.