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Iémen: turistas raptadas recusam liberdade

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Iémen: turistas raptadas recusam liberdade

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A tribo que raptou cinco turistas italianos decidiu libertar três reféns, mulheres, que por sua vez recusaram abandonar os companheiros. Elas acabaram por regressar ao local onde os colegas estão retidos, uma situação inédita.

Os cinco foram sequestrados em Marib, a 170 quilómetros a leste de Sanaa, a capital iemenita. As autoridades locais estão agora a negociar a libertação do grupo. Os captores exigem a libertação de oito membros do clã, detidos pela autoridades devido a uma vingança que resultou num morto. Entretanto o ex-diplomata alemão e família, também raptados no país na semana passada, já estão em Colónia. Jurgen Chrobog foi secretário de Estado dos Negócios Estangeiros no governo de Gerhard Schroeder, esteve cativo durante três dias juntamente com a mulher e três filhos adultos. À chegada a casa afirmou que “a viagem ao Iémen tinha sido organizada pelo governo local, a rota sugerida não impunha qualquer perigo, e garantiu que de forma alguma foi pago qualquer resgate”. O antigo diplomata acrescentou que não houve qualquer temor pela sua vida e da família, foi bem tratado e que os motivos do rapto são estritamente internos. Chrobog era um diplomata especialista em situações que envolviam reféns, por ironia do destino acabou nas mãos de raptores.