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Polónia e Eslováquia afectadas com corte de gás russo na Ucrânia

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Polónia e Eslováquia afectadas com corte de gás russo na Ucrânia

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Começam a fazer-se sentir noutros países os efeitos da redução no fornecimento de gás natural à Ucrânia, onde dois principais gasodutos asseguram a ligação à Europa. A Polónia garante que houve uma diminuição de 14 por cento na distribuição de gás e há já um cliente afectado. Na Eslováquia, foi registada uma baixa de pressão mas as autoridades afirmam que até agora nenhum cliente está ameaçado. A Rússia começou a limitar a distribuição este domingo depois de Kiev ter recusado uma subida no preço do gás. De acordo com a proposta de Moscovo, o preço do gás deveria ser quatro vezes superior.

A Ucrânia beneficiava de condições especiais oferecidas às antigas repúblicas soviéticas. Mas a Revolução Laranja mudou tudo e a Rússia quer rever os termos do acordo. Os dois países acusam-se mutuamente. O porta-voz da companhia russa Gazprom afirma que “a Ucrânia planeia tirar gás destinado à Europa sem autorização” e garante que “está a roubar o que vai para o continente”. Do lado ucrâniano, as autoridades asseguram que não se trata de um roubo e que todos os compromissos referentes à distribuição de gás na Europa estão a ser cumpridos. Por outro lado, a equipa do presidente Viktor Iuchenco está convencida de que o objectivo da Rússia é desestabilizar a economia ucraniana. Até agora não há clientes individuais afectados, mas os ucranianos começam a temer o pior em pleno Inverno. Na próxima quarta-feira, especialistas da União Europeia reúnem-se em Bruxelas para avaliar as consequências da situação e tentar assegurar que o gás vai continuar a chegar a todo o lado.