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Washington defende sem condições programa secreto de espionagem

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Washington defende sem condições programa secreto de espionagem

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George W. Bush defendeu de forma enérgica o programa de espionagem sem autorização judicial, que vigia as comunicações de pessoas suspeitas de terrorismo. As palavras do presidente norte-americano foram ouvidas no hospital militar de Fort Sam houston, onde foi visitar os soldados feridos no Iraque.

Bush afirmou que “o facto de alguém ter divulgado este programa coloca o país em perigo, porque existe um inimigo lá fora”. O presidente acrescentou que “lhe parece lógico que, se há conhecimento de um número de telefone vinculado à Al Qaeda ou de pessoas vinculadas ao grupo, há que averiguar de que se trata. O inimigo também lê jornais, informa-se do que se passa”. Este é o mais recente escândalo que envolve a fuga de informações sobre as actividades secretas do governo. Tudo começou no passado dia 16, quando o New York Times denunciou a existência do programa de escutas sem autorização judicial. Depois, o diário voltou à carga, ao tornar público o facto de milhares de pessoas terem sido afectadas. O programa é executado pela Agência de Segurança Nacional. O departamento de Justiça norte-americano já instaurou um inquérito para descobrir quem informou os jornalistas sobre o assunto.