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Em plena crise com a Ucrânia Gazprom tenta tranqulizar os investidores

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Em plena crise com a Ucrânia Gazprom tenta tranqulizar os investidores

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No centro deste conflito com contornos geopolíticos, está a petrolífera Gazprom, gigantesca fornecedora russa de gás natural, a maior empresa do país e uma das maiores do ramo a nível internacional.A Gazprom é também um importante instrumento da nova política externa russa, que assenta no poder da exportação de energia para substituir a força militar perdida. A Gazprom contribui para 25 por cento das receitas fiscais do orçamento federal, representando sozinha 8 por cento do Produto Interno Bruto da Rússia.

Foi considerada um Estado dentro do Estado. Passou a estar sob controlo do Kremlin no ano 2000, com a nomeação para presidente de Dimitry Medvedev, também vice-primeiro-ministro. Em 2001, foi nomeado director executivo Alexei Miller. A direcção passou assim a estar nas mãos de dois homens de São Petersburgo, como o presidente Vladimir Putin e da sua confiança. Alexei Miller é accionista da Gazprom, tal como outros membros da elite dirigente russa. A corporação acaba por ser um foco dos interesses políticos e económicos dessa elite que, muitas vezes, se contradiz. A tentação de instrumentalizar a Gazprom em nome da política externa é equilibrada pela necessidade de desenvolvê-la em termos de negócio. O seu valor de mercado eleva-se a 133 mil milhões de euros, ou seja, metade do valor da General Electric Company, a maior do mundo em valor bolsista. Em 2006, a Gazprom conta ganhar 55 mil milhões de euros. Com a abertura do capital ao mercado estrangeiro, em Dezembro, a companhia é obrigada a equilibrar melhor a sua ligação tradicional ao governo e a sua necessidade de eficácia financeira, com a actualização dos preços de mercado. Porque o futuro promete: A Gazprom é responsável por 94 por cento da produção de gás natural russo e por 23 por cento da produção mundial. Calcula-se que tenha 26 biliões de metros cúbicos de gás de reserva. A petrolífera russa controla mais petróleo e o mesmo gás do que o Iraque, o que neste momento a torna apetecível para todos os investidores. A liberalização fez da Gazprom a “mais bela rapariga do baile”, como afirma o New York Times.