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Fornecimento de gás à Europa ocidental retoma níveis normais

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Fornecimento de gás à Europa ocidental retoma níveis normais

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O fornecimento de gás natural na Europa voltou a níveis normais, mas a guerra do gás entre a Ucrânia e a Rússia mantém o tom agressivo.

A crise política instalada devido à falta de acordo quanto ao preço a pagar por Kiev pelas importações de gás natural russo perturbou, sobretudo, a distribuição do combustível em nove países da Europa ocidental. Com um quarto das necessidades europeias de gás natural a serem supridas pela Rússia através de gasodutos que atravessam a Ucrânia, a situação complicou-se após o corte no fornecimento a Kiev. Aliás, não foi só a Ucrânia a ficar privada de fornecimentos russos desde o dia 1 de Janeiro. Também a Moldávia, por falta de acordo com o Kremlin, deixou de receber gás natural. O porta-voz da Gazprom Serguei Kuprianov tranquiliza a Europa, mas mantém as acusações de roubo à Ucrânia. “A segurança energética da Europa é de crucial importância para a Gazprom. Por isso decidimos ontem compensar os clientes europeus pelo volume de gás roubado pela Ucrânia. Porém, esta situação não pode prosseguir indefinidamente”, alerta o representante da empresa russa. A estas acusações, Kiev responde estar a recorrer a gás importado do Turquemenistão, através da Rússia. Eduard Zanyuk, porta-voz da ucraniana Naftogaz, desmente ter havido qualquer roubo: “Os responsáveis da Gazprom acusam a Ucrânia de ter desviado ilegalmente 100 milhões de metros cúbicos de gás natural. A verdade é que a Gazprom está a mentir.” Negociadores ucranianos voltaram hoje a contactar a Gazprom para tentarem encontrar uma solução para a crise. Este braço de ferro poderá aproximar ainda mais a Ucrânia do Ocidente, ao mesmo tempo que mancha a imagem internacional da Rússia, país que ocupa pela primeira vez a presidência do G8 e pretende assumir-se como garante das necessidades energéticas da Europa.