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Moscovo normaliza abastecimento de gás à Europa

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Moscovo normaliza abastecimento de gás à Europa

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A Gazprom anuncia a normalização do fornecimento de gás à Europa depois das perturbações verificadas com o corte à Ucrânia. A crise entre Moscovo e Kiev entra numa nova fase. O primeiro-ministro russo, Mikahil Fradkov, pede à União Europeia que pressione a Ucrânia para que o gás russo possa transitar sem problema por território ucraniano em direcção aos países europeus. A Gazprom extrai anualmente 550 mil milhões de metros cúbicos de gás e exporta cerca de 150 mil milhões para 28 países da Europa e da antiga União Soviética, sendo a Alemanha e a Itália os princiais clientes na Europa Central.

A Alemanha indicou hoje que o fornecimento vindo da Rússia regressou cem por cento à normalidade depois de perturbações verificadas segunda-feira. O mesmo é valido para a Áustria, Hungria, Eslovénia e Croácia, mas Moscovo avisa que a crise está longe do seu fim se os ucranianos continuarem a desviar gás ilegalmente. Segundo as autoridades russas, desde ontem mais de 200 milhões de metros cúbicos de gás foram roubados na Ucrânia, acusações que Kiev desmente. A Gazprom procura diversificar as vias de fornecimento à Europa com projectos como o gasoduto germano-russo a partir do Mar Báltico que deverá entrar em serviço em 2010. Até lá a crise com a Ucrânia e os respectivos danos colaterais têm de ser geridos.