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Alívio em Bruxelas depois do acordo sobre o gás entre a Rússia e a Ucrânia

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Alívio em Bruxelas depois do acordo sobre o gás entre a Rússia e a Ucrânia

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A Europa suspirou de alívio, com a notícia do acordo entre a Rússia e a Ucrânia. Os peritos em energia da União Europeia estavam reunidos em Bruxelas, no momento em que Moscovo e Kiev chegavam a acordo. Debatiam as consequências de uma crise que deixou a nu as lacunas da política energética europeia.

Martin Bartenstein, ministro da Economia da Áustria, país que assume a presidência rotativa da União, diz que, agora, há que olhar para o futuro: “Temos de pensar na segurança do fornecimento energético em geral e no fornecimento de gás, não por causa do que se passa hoje, mas por causa do futuro. Temos de tirar lições.”

E a lição a tirar é que a Europa precisa de reduzir a sua dependência face à Rússia, diversificando as suas fontes de fornecimento de gás.

Uma das alternativas é o projecto Nabuco. Um gasoduto a construir a partir de 2011, que transportará o gás do Médio Oriente e da Ásia Central, através da Turquia, para a Áustria, de onde será, então, distribuído para o resto da Europa.

Outra possibilidade, é o Norte de África, região que também conta com importantes reservas de gás. Além disso, os ministros equacionam agora o fornecimento de gás líquido, através de navios.

O ministro austríaco, que referiu ainda a necessidade de a Europa depender menos das energias fósseis e apostar também nas renováveis, garantiu que o tema estará na agenda da Cimeira Europeia de Março.