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Moscovo e Kiev retomam negociações sobre o gás

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Moscovo e Kiev retomam negociações sobre o gás

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A Rússia e a Ucrânia regressam à mesa das negociações para tentar resolver o diferendo sobre o gás. Uma delegação de Kiev chegou esta terça-feira a Moscovo, mas ambas as partes mantêm as respectivas posições e as acusações mútuas.

O abastecimento de gás russo à Europa regressou à normalidade, mas Moscovo continua a acusar Kiev de roubar. Sergei Kupriyanov, porta-voz da empresa russa Gazprom, afirma que só esperam uma coisa dos ucranianos que paguem para receber legalmente o gás para os consumidores. A Ucrânia não está disposta a aceitar um aumento substancial do preço do gás e desmente os roubos. Kiev pediu a intervenção europeia, pedido feito ainda pela Moldávia também ela alvo de cortes no abastecimento por recusar os preços impostos pela Gazprom. Preocupada, a União Europeia reúne hoje de emergência os seus peritos em energia, incentiva as duas partes a chegar a um acordo, mas recusa aceder ao pedido russo para aumentar a pressão sobre Kiev. No entanto, Moscovo levanta a hipótese de uma nova redução no abastecimento à Europa se prosseguir o diferendo com a Ucrânia, como aconteceu após o corte das torneiras a 1 de Janeiro e que se sentiu em vários países. Oitenta por cento do gás que chega à Europa passa por território ucraniano e Kiev reserva-se o direito de se abastecer nos gasodutos russos se as temperaturas forem negativas e como forma de pagamento pela passagem. A Ucrânia diz que o preço de 230 dólares por mil metros cúbicos de gás, exigido pela Gazprom, pode arruinar a sua economia.