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Um novo escândalo abala credibilidade de Ariel Sharon

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Um novo escândalo abala credibilidade de Ariel Sharon

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A três meses das legislativas israelitas, o primeiro-ministro, Ariel Sharon, está, de novo, sob suspeita de corrupção. Segundo uma cadeia de televisão israelita, a polícia dispõe de provas de que a família Sharon terá recebido um suborno de três milhões de dólares de um milionário austríaco, dono do casino de Jericó.

Fontes policiais dizem que, por enquanto, são apenas suspeitas. O assunto faz as primeiras páginas da imprensa israelita esta manhã e, nas ruas, as opiniões dividem-se quanto à atitude que Sharon deve tomar. “Penso que terá ainda que ser provado. Por enquanto é apenas especulação e depois veremos quando houver mais informação”, diz um habitante de Jerusalém. Outra cidadã afirma: “Não estou chocada e acho que deve haver fundamento nas acusações. Dificilmente acredito que ele não soubesse o que o filho andava a fazer”. A polícia encontrou as provas em ficheiros de computador. Os três milhões terão sido recebidos do austríaco Martin Schlaff, para pagar ao sul-africano Cyril Kern, que terá emprestado um milhão e meio de dólares para que a família Sharon repusesse o dinheiro das contribuições ilegais para a campanha do Likud em 1999. Ontem, o filho mais velho de Sharon, Omri, demitiu-se do cargo de deputado do Likud, depois de ter confessado o seu envolvimento no escândalo do financiamento ilegal do partido. Sharon, que amanhã vai ser submetido a uma angioplastia coronária, guarda silêncio.