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Sharon não regressa à política mas deixa projecto para o futuro

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Sharon não regressa à política mas deixa projecto para o futuro

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Apesar do inevitável e involuntário afastamento político, os israelitas continuam a acreditar no projecto político de Ariel Sharon. A comprová-lo estão os resultados das sondagens realizadas desde quarta-feira, dia em que o chefe de governo foi vítima de um derrame cerebral e foi internado, que continuam a colocar o Kadima, o novo partido criado por Sharon, no topo das intenções de voto para as eleições legislativas de 28 de Março.

O momento é complicado para a classe política israelita, mas o optimismo reina. Depois de dizer que apoia Ehud Olmert, o vice-primeiro-ministro que vai ocupar o cargo de chefe de governo nos próximos três meses, nas suas novas funções, Shimon Peres, que deixou o Partido Trabalhista para se juntar a Sharon no Kadima, espera que “a continuação do processo de paz e a tentativa de pôr fim ao terrorismo se façam a bom ritmo”. Amir Peretz, que recentemente derrotou Peres na corrida à liderança do Partido Trabalhista, referiu que “as questões de política e de segurança em Israel são sensíveis e complicadas” e que por isso vai dar todo o apoio a Olmert, que é também líder do Kadima. Com a classe política à sua volta, Olmert, não deverá ter grandes dificuldades para governar nos próximos três meses e quem sabe ganhar as eleições de 28 de Março. Tzippi Livni representa a nova geração política e poderá também ser uma alternativa para liderar o executivo. A antiga ministra da Imigração, de 47 anos, sempre defendeu o projecto de retirada de Sharon, razão pela qual deixou o Likud e integrou, tal como Ehud Olmert, as fileiras do Kadima. No Muro das Lamentações, em Jerusalém, reza-se com fervor. O regresso de Sharon à actividade política deixou de ser possível, mas os israelitas continuam a ter fé no seu projecto para o futuro de Israel.