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Ariel Sharon operado pela terceira vez

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Ariel Sharon operado pela terceira vez

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Admirado por uns, odiado por outros. Seja qual o for caso, o mundo anseia por novidades quanto ao estado de saúde de Ariel Sharon. O primeiro-ministro de Israel foi operado pela terceira vez desde quarta-feira, quando sofreu o AVC que o precipitou novamente para o internamento no hospital Hadassah de Jerusalém.

A cirurgia demorou cerca de cinco horas, depois de um TAC ter revelado umacrescente pressão intracraniana e novas hemorragias. Entre os médicos, a opinião geral é de que existem quase sempre danos cerebrais quando ocorre uma hemorragia no cérebro. No caso de Sharon, a situação neurológica apenas poderá ser avaliada quando lhe forem retirados os sedativos que o colocam num coma artificial. Após a intervenção cirúrgica, o director do Hospital, Mor-Yosef referiu que se “registou uma sensível melhoria, em relação a exames anteriores, mas que o seu estado de saúde continua a ser crítico, apesar de estável.” Nesta operação, os cirurgiões conseguiram retirar coágulos de sangue que permaneceram no cérebro durante a primeira intervenção médica. Na região, as consequências de uma eventual ausência de Sharon, por morte ou invalidez, estão ainda por determinar, mas sabe-se que deixará importantes legados políticos. O primeiro, em Israel, com a fundação do partido de centro, o Kadima, que as sondagens continuam a dar a vitória nas próximas eleições. O segundo, a nível externo, depois de ter protagonizado um sério avanço no processo de paz com a corajosa decisão de devolver alguns dos territórios ocupados aos palestinianos. Fora dos holofotes mediáticos, mas a viverem intensamente os problemas de saúde de Sharon estão os filhos, obrigados a transpôr diariamente uma barreira de jornalistas para saberem novidades do pai.