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Kadima, que futuro?

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Kadima, que futuro?

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Caso sobreviva, é quase certo que Ariel Sharon ficará fora do jogo político em Israel. A chefia do governo cabe agora ao vice primeiro-ministro Ehud Olmert, o braço direito de Sharon. É também nesta figura que recai a responsabilidade de manter o Kadima coeso e evitar lutas internas.

Muitas personalidades em condições de disputarem o comando do partido, como a ministra da Justiça Tzipi Livni, manifestaram já o apoio a Olmert. No entanto muitos consideram que o antigo presidente da Câmara de Jerusalém não tem carisma, o que pode comprometer o sucesso de uma força política, que mal foi fundada por Sharon, em Novembro, colocou-se à frente nas intenções de voto. Shimon Peres também é referenciado para a liderança, mas dentro do Kadima existe alguma oposição a um homem que perdeu as eleições internas no partido trabalhista, apesar das sondagens revelarem que Peres é quem garante um melhor resultado eleitoral. Uma coisa é certa, a sobrevivência do partido de centro nas urnas não está em causa, a acreditar em Dan Shiftan, analista político. “Não existem dúvidas quanto à estabilidade do sistema político israelita. Também não existem dúvidas que a maioria dos israelitas apoia o centro e eventualmente isto vai continuar”, referiu. Até as eleições de 28 Março muito pode acontecer. Tanto o Likud como o Partido Trabalhista pretendem o regresso de alguns dissidentes e também sabe-se que, neste momento, o Kadima usufrui de grande simpatia, pois o seu fundador encontra-se entre a vida e a morte.