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Guerra do gás natural faz cair governo ucraniano

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Guerra do gás natural faz cair governo ucraniano

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O primeiro-ministro da Ucrânia, Iuri Iekhanurov, foi inesperadamente destituído pelo parlamento. A oposição, liderada pela ex-primeira-ministra Iulia Timochenko, aproveitou a ausência do presidente, de visita oficial ao Casaquistão, para votar a moção de censura.

Foram 250 vozes críticas num universo de 450 parlamentares, o voto foi realizado ao início da tarde desta terça-feira. O presidente Viktor Iushchenko, também apanhado de surpresa, classificou de ilegal a destituição e garantiu que vai apelar ao Tribunal Constitucional. As eleições legislativas na Ucrânia estão marcadas para 26 de Março. Cabe agora ao presidente nomear o chefe do executivo interino, porém, Iushchenko já disse que vai ser Iekhanurov. Iulia Timoshenko subiu à chefia do governo com Iushchenko, depois da Revolução Laranja, mas caíu em desgraça e foi afastada em Setembro. Esta destituição tem um certo sabor a vingança. A guerra do gás entre Moscovo e Kiev foi a razão invocada para esta moção de censura. A maioria dos deputados não aceitou o acordo negociado entre os representantes dos dois governos e assinado no dia 4. A contragosto, a Ucrânia vai passar a pagar 95 dólares em vez de 50 por cada mil metros cúbicos de gás. Kiev não tinha grandes alternativas. Apesar disso, a oposição não perdoou e também quer a cabeça do presidente da Naftogás, empresa que detém o monopólio no país.