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Irão reabre novas centrais nucleares

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Irão reabre novas centrais nucleares

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O Irão desafiou mais uma vez tudo e todos e arrancou os selos de, pelo menos, três instalações, entre elas a de Natanz, para recomeçar as actividades nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA), os Estados Unidos e a Europa ficaram pela segunda vez escandalizados com a audácia das autoridades iranianas. A comunidade ocidental está convencida de que o Irão tem planos para fabricar armas nucleares. O porta-voz da Casa Branca Scott McClellan garante que “Washington está em permanente contacto com os europeus para ver como se poderá evitar qualquer tentativa de enriquecimento e conversão de urânio”. A Rússia tenta a todo o custo fazer de mediador entre os países ocidentais e o Irão. O ministro dos Negócios Estrangeiros Serguei Lavrov garante que está a tentar levar a bom porto as negociações entre as partes. Já Israel, a potência nuclear do Médio Oriente, está disposta a levar o assunto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, tal como os norte-americanos. O chefe da diplomacia israelita acredita que, com estas acções, o Irão prova que sempre quis fabricar armas nucleares. A decisão do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad de reabrir mais três centrais nucleares está a tirar a paciência a quem não quer mais uma potência nuclear na região. Se tal acontecesse, o equilíbrio geopolítico, que agora está a favor de Israel, ficaria ameaçado. A “troika” da União Europeia reúne-se esta quinta-feira. Alemanha, França e Grã-Bretanha vão delinear o caminho a seguir, sendo certo que vão ser estudadas medidas de coacção a aplicar. Levar o assunto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas está entre as opções, mas sanções económicas podem ser o primeiro passo a tomar.