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Ministro turco da Justiça manda reavaliar processo de libertação de Ali Agca

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Ministro turco da Justiça manda reavaliar processo de libertação de Ali Agca

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O cidadão turco que quis matar o Papa João Paulo II foi libertado esta quinta-feira mas pode voltar à prisão. O ministro turco da Justiça, Cemil Ciceh, mandou reavaliar o processo para garantir que não houve erros. Até se conhecerem os resultados, Mehmet Ali Agca fica em liberdade, depois de ter beneficiado de uma amnistia e várias reduções de pena.

Esteve 19 anos em prisões em Itália, pela tentativa de assassinato do Papa, e foi extraditado, em 2000, para a Turquia, onde cumpriu penas pelo homicídio de um jornalista em 1979 e assaltos a bancos. Esta quinta-feira, sob fortes medidas de segurança, deixou a prisão de alta segurança de Kartal, em Istambul, e seguiu para o centro de recrutamento do exército, pois ainda não cumpriu o serviço militar obrigatório. No percurso contou com o apoio de militantes da extrema-direita mas também com os protestos de membros da extrema-esquerda, que não esquecem a participação de Agca na organização “Lobos Cinzentos”, responsável pela morte de milhares de pessoas nos anos setenta. Mehmet Ali Agca tem agora 48 anos. Tinha apenas 23 quando, a 13 de Maio de 1981, tentou matar o Papa João Paulo II em plena Praça de São Pedro, em Roma. O Sumo Pontífice perdoou-lhe o gesto, visitou-o na prisão, dois anos após o atentado, e em 2000 acabou por interceder pela graça do presidente italiano que permitiu a Agca regressar à Turquia. Desconhecem-se os verdadeiros motivos do atentado. O cidadão turco começou por dizer que era Cristo. À alegada demência seguiu-se a versão de um plano dos serviços secretos búlgaros e do KGB. Mas nenhuma teoria pôde ser comprovada até hoje.