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Ministros do Likud rejeitam ordem de demissão dada pelo líder do partido

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Ministros do Likud rejeitam ordem de demissão dada pelo líder do partido

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A crise está instalada no Likud no dia em que as bases do partido votam a composição das listas para as legislativas de 28 de Março.

Uma semana depois da hospitalização de Ariel Sharon, a actividade política retomou em força em Israel. A trégua imposta por todos os partidos em nome da unidade nacional foi hoje rompida com uma desavença ao mais alto nível no Likud. Benjamin Netanyahu, o líder do partido, ordenou aos quatro ministros da formação presentes no governo que se demitissem. Liderados por Sylvan Shalom, os membros do executivo recusaram a imposição, por considerarem que o Likud deve partir para as eleições de uma posição de poder. A formação das listas partidárias é uma questão delicada, uma vez que, mesmo entre os altos responsáveis, a presença em lugar elegível não está garantida.É que as últimas sondagens dão ao Likud entre 13 e 15 mandatos. À cabeça dos estudos de opinião aparece o Kadima, o partido centrista fundado por Ariel Sharon após a ruptura com o Likud. Apesar do afastamento de Sharon da vida política, Ehud Olmert, o primeiro-ministro interino, é creditado como vencedor das eleições; o Kadima deverá recolher 44 assentos parlamentares. À margem dos combates políticos, o estado de saúde do primeiro-ministro continua a inquietar a população israelita, que prossegue as manifestações de apoio nas imediações do Hospital Hadassah. Ariel Sharon, que apresenta ligeiras melhorias, permanece em estado crítico.Pela frente, dizem os clínicos, vão estar longos meses de recuperação.