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Espiões alemães terão ajudado EUA no Iraque

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Espiões alemães terão ajudado EUA no Iraque

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O alegado envolvimento dos serviços secretos alemães ao lado dos americanos durante a guerra no Iraque ameaça o governo federal. Oficialmente a Alemanha não participou no conflito e foi com base nessa posição de princípio que os sociais-democratas de Schröder foram reeleitos em 2002.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, dos Verdes – agora na oposição, diz apenas ter tomado conhecimento das alegações pela imprensa pelo que se torna importante clarificar os factos. Os Liberais, também na oposição, assumem um tom mais duro. De acordo com Max Stadler, “qualquer participação concreta é uma clara violação da posição política do governo da época.” A estação de televisão pública ARD e o jornal Süddeutsche Zeitung afirmam que dois agentes do BND permaneceram no Iraque durante a guerra e que deram indicações aos americanos sobre alvos a bombardear. A agência negou mas o porta-voz reconheceu que os espiões alemães forneceram informações sobre a localização de escolas, hospitais ou embaixadas, de forma a proteger vidas. “Uma prática comum a vários países que não se envolveram no conflito”, concluiu.