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Merkel quebra gelo nos EUA com questão iraniana

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Merkel quebra gelo nos EUA com questão iraniana

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A chanceler alemã, Angela Merkel, chegou aos Estados Unidos com o dossiê Irão debaixo do braço. Nesta primeira visita oficial enquanto chefe de governo alemã, Merkel tem como principal objectivo mostrar à administração Bush que as relações germânico-americanas são para si uma prioridade, contrariamente ao que aconteceu durante a governação de Gerhard Schroeder.

E porque o Irão domina a actualidade internacional e conhecendo a posição norte-americana em relação ao regime de Teerão, Merkel referiu num discurso proferido na Blair House, que “quando se ouve o que diz o presidente iraniano em relação a Israel e ao Holocausto, os alemães em particular não sabem como reagir. Como reagir a declarações provocantes, cínicas e ridículas. Até que ponto é que se pode desafiar as crenças do ocidente e como é que o ocidente deve reagir?” Merkel tentou assim pôr alguma água na fervura depois de ter criticado, numa entrevista concedida ao Der Spiegel, a existência do campo de detenção mantido pelo Estados Unidos em Guantánamo. Mas esta não é a única questão que poderá vir a criar alguma frieza na recepção a Merkel na Casa Branca. É que na véspera da partida da chanceler alemã para os Estados Unidos, voltaram a surgir na imprensa notícias de que os serviços secretos alemães terão colaborado com a CIA na questão dos voos e das prisões secretas.