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Tarja Halonen vai ter que disputar segunda volta

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Tarja Halonen vai ter que disputar segunda volta

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Tarja Halonen vai ter que esperar 15 dias para ser reconduzida num segundo mandato de seis anos no cargo de presidente da Finlândia. A abstenção poderá ter sido a principal adversária da presidente cessante, sobretudo junto de um eleitorado social-democrata demasiado confiante na sua reeleição.

Quando estão apuradas todas as assembleias de voto, Tarja Halonen recolheu 46,4 por cento dos votos, contra os 24,1 por cento do conservador Sauli Niinisto e os 18,6 por cento do primeiro-ministro centrista Matti Vanhanen. Em conferência de imprensa Halonen mostrou-se confiante referindo que “na Finlândia vale mais ser modesto do que arrogante” e que se fez bem as contas tem “mais apoio do que os candidatos Niinisto ou Vanhanen juntos”. “Portanto, não é um mau resultado, porque se tivessem sido eleições parlamentares teria sido uma grande vitória para os sociais-democratas e para a aliança de esquerda”, concluiu. Sauli Niinisto foi o segundo candidato mais votado e vai disputar a segunda volta com Halonen. Durante a campanha eleitoral, o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento e candidato conservador do partido de Coligação Nacional deu prioridade a temas ligados com a política externa finlandesa. Em conferência de imprensa referiu que a eventual entrada da Finlândia na NATO é uma questão que “não tem nada a ver com a Rússia”. Vanhanen acabou por ser o grande derrotado da noite. No entanto, o primeiro-ministro finlandês referiu que a sua carreira política vai prosseguir normalmente. Vai continuar a desempenhar o cargo de chefe de governo e “começar a preparar as próximas eleições legislativas”. Esta é a terceira vez que os eleitores finlandeses escolhem o presidente de maneira directa, depois de em 1994 ter sido instaurado o sufrágio universal em substituição de um complexo sistema de eleição.