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Mario Draghi já trabalha como governador do Banco de Itália

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Mario Draghi já trabalha como governador do Banco de Itália

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A vida económica italiana entrou esta segunda-feira numa nova era, com a entrada em funções do novo governador do banco central do país, Mario Draghi, antigo director do Tesouro e dirigente da corretora Goldman Sachs.

O começo do mandato de Draghi significa o início de uma nova maneira de ver o cargo de governador, agora que o mandato tem uma duração limitada e sofre uma fiscalização mais apertada.

As novas regras foram decididas depois dos casos de alegado proteccionismo que levaram à demissão do antecessor, Antonio Fazio, governador vitalício até perder o estado de graça.

Fazio ficou conhecido pela oposição a dois importantes negócios, que fariam caír dois bancos italianos nas mãos de investidores estrangeiros.

Num desses casos, os holandeses do ABN Amro acabaram por conseguir a compra do Antonveneta, depois da posição parcial de Fazio ter vindo a lume.

No outro caso, os espanhóis do BBVA acabaram por desistir da compra da Banca Nazionale del Lavoro.

Mas a desistência do outro candidato, a seguradora Unipol, depois da demissão do presidente, acabou por colocar tudo na estaca zero.

O BBVA pode agora reaparecer. Este é o primeiro dossiê quente que Draghi vai ter de gerir.

O fim da era Fazio significa que a compra de bancos italianos por parte de estrangeiros é agora uma possibilidade real.

Para alguns, a melhor defesa é o ataque. O banco Unicredit anteciopu-se e anunciou já a compra do alemão HBV.

Pode prever-se uma onda de fusões e aquisições, questões quentes que vão ser geridas pelo novo governador, que cumpre um mandato de seis anos, renovável por outros seis.