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Irão e Nigéria empurram petróleo para novos máximos

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Irão e Nigéria empurram petróleo para novos máximos

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O petróleo continua a bater recordes. Esta terça-feira, o mercado norte-americano abriu, depois de um fim-de-semana prolongado, com uma forte subida na cotação do barril. Os preços atingiram um novo máximo de três meses e meio, com o crude cotado em Nova Iorque a subir para um valor perto dos 65 dólares.

Em Londres, o Brent subiu mais de um dólar, para o valor mais alto desde Setembro, acima dos 64 dólares por barril.

Estas subidas estão a ser causadas pla situação no Delta do Níger, na Nigéria. Os rebeldes ameaçam atacar mais instalações petrolíferas.

Segundo a Agência Internacional da Energia, em 2005 a procura mundial de petróleo foi de 83,3 milhões de barris por dia. A produção mundial superou esse número em menos de um milhão de barris por dia. Do total da produção global do ano passado, menos de metade, ou seja, cerca de 32 milhões de barris diários, veio dos membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A ameaça de sanções da ONU ao Irão, depois do anúncio de retoma do programa nuclear do país, está também a ter um peso importante nos preços. As autoridades iranianas já anunciaram que essas sanções, a concretizar-se, iriam afectar a produção petrolífera do país. O Irão é o segundo maior produtor da OPEP, depois da Arábia Saudita.

Os analistas dizem que o mercado mundial está preparado para o choque que uma ruptura na produção iraniana causaria.