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Plutão: o objecto arqueológico celeste mais apetecido

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Plutão: o objecto arqueológico celeste mais apetecido

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Ao separar-se do terceiro e último motor do potente foguetão Atlas V, de dois andares, a sonda New Horizons vai viajar a 16 km por segundo, 58 mil e 400 Km por hora. É o engenho espacial mais rápido de sempre. Tal velocidade permite chegar à Lua em nove horas, a Júpiter em 13 meses e a Plutão em nove anos.

Para chegar mais depressa a Plutão, meio planeta, meio asteróide, tem de aproveitar-se uma janela de lançamento, a primeira de uma série de oportunidades que dura 29 dias. Assim, pode chegar a Plutão em 2015 e depois à Cintura de Kuiper. Fora deste período, o seu lançamento implicará um atraso de vários anos. Descoberto em 1930, Plutão foi o último a aparecer na lista oficial de planetas do sistema solar, e ainda continua a ser um enigma, mais de 75 anos depois. É o planeta mais pequeno do sistema solar e também o mais afastado Sol, em volta do qual demora 248 anos a descrever uma órbita. A missão New Horizons, considerada já como um evento de arqueologia astronómica, vai observar, também, Caronte, a principal lua de Plutão, e de dois outros satélites naturais recentemente descobertos pelo Hubble. Ken Atkins, da NASA, explica que Plutão e a cintura de Kuipor, a região gelada situada atrás de Neptuno, vão finalmente ser cartografados. Plutão é o mais pequeno de sete satélites naturais de planetas do sistema solar e o seu diâmetro é apenas dois terços do da Lua. As características únicas de Plutão, e dos milhões de detritos da Cintura de Kuiper (os “anões de gelo”) resultantes da formação do sistema solar, fazem dele um laboratório celeste único.