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ONU abandona Oeste após confrontos com apoiantes do presidente Gbagbo

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ONU abandona Oeste após confrontos com apoiantes do presidente Gbagbo

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A situação na Costa do Marfim é preocupante. Pelo terceiro dia consecutivo, os apoiantes do presidente Laurent Gbagbo bloqueiam a cidade de Abidjan, ocuparam a sede da televisão, manifestam-se frente à embaixada francesa e atacam forças e instalações da ONU. Denunciam um alegado golpe de Estado internacional.

Os capacetes azuis abandonaram uma zona ocidental do país, após confrontos com civis na localidade de Guiglo, na região. Há, pelo menos, quatro mortos. Os apoiantes de Gbagbo exigem a retirada das tropas francesas e da ONU, que se interpõem entre as forças marfinenses, que controlam o Sul, e os rebeldes, o Norte. A Costa do Marfim está dividida desde 2002. A comunidade internacional pensa aplicar sanções a personalidades marfinenses que bloqueiem a aplicação dos acordos de paz. A tensão agravou-se ontem. O partido de Gbagbo, a Frente Popular marfinense, retirou-se do processo de paz e do governo de união nacional, porque os mediadores internacionais pediram a dissolução do parlamento. A instituição, cujo mandato terminou há um mês, era controlada por Gbagbo. O presidente vê escapar assim o seu poder. Em Outubro, a ONU permitiu-lhe prolongar o mandato por um ano, visto que as condições no terreno não permitiam a realização das eleições, mas Gbagbo foi forçado a ceder alguns dos seus poderes ao primeiro-ministro Charles Konan Banny, uma figura que poderia reconciliar o país e que deveria organizar novas eleições presidenciais para Outubro deste ano.