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Estónia: "queremos o euro em 2007"

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Estónia: "queremos o euro em 2007"

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Encontro em Talin, a capital da Estónia, uma das cidades mais modernas da Europa de Leste, também conhecida como o “Tigre do Báltico” devido ao seu súbito crescimento económico.

O país, membro da União Europeia desde 2004, é governado por uma coligação tripartida, formada pelo Partido da Reforma, Partido do Centro e Pessoas Unidas. As principais conquistas desta coligação pro-liberal: aumento da muito baixa taxa de natalidade, desenvolvimento e inovação económica. Na liderança desta democracia parlamentar, desde Abril de 2005, encontra-se o primeiro-ministro Andrus Ansip do Partido da Reforma, formação representativa dos conservadores liberais e livres pensadores como o economista Friederich von Hayek ou Milton Friedman, que defendem que a intervenção dos governos na vida das pessoas deve limitar-se ao absolutamente necessário para garantir a segurança, promover a livre iniciativa e o espírito empresarial. Q: O Senhor quer estar entre os primeiros a desenvolver uma concorrência europeia única. Vai apresentar essa ideia no próximo ano. Porque não esperar mais um pouco, como fez por exemplo a Polónia? A: As coisas estão a correr bem na Estónia. A nossa economia está a crescer rapidamente, 10% ao ano, as nossas exportações estão a crescer 27% ao ano. O número de turistas que visitam a Estónia está a crescer 30% ao ano.A nossa taxa de desemprego era há cinco anos de 14% hoje descemos aos 7%.Estamos muito satisfeito em fazer parte da União Europeia. A Estónia era já bastante atractiva para os investidores estrangeiros e tenho a certeza que graças à concorrência europeia, irá tornar-se ainda mais atractiva. Vamos fazer o nosso melhor para termos o Euro a partir do dia um de Janeiro de 2007. Preenchemos todos os critérios exigidos por Maastricht, excepto o da inflação. Aqui na Estónia temos uma política equilibrada no Orçamento de Estado, o nosso problema é a taxa de inflação. Actualmente estamos nos quatro por cento, mas se a nossa economia cresce 10% ao ano, não podemos esperar que a taxa baixe um ponto percentual. Vamos fazer o nosso melhor para adoptar o Euro a partir do dia um de Janeiro. Mas não tenho a certeza se vamos conseguir obter a taxa de inflação correcta aos olhos da Comissão Europeia dentro do prazo certo. Q: No que diz respeito aos direitos e liberdades fundamentais na União Europeia, a Estónia critica duramente o facto de que algumas liberdades fundamentais não são aplicadas em todo o território europeu, como por exemplo a liberdade de movimento de pessoas ou serviços. Em que se baseiam essascríticas? A: “Sei que a Grã-Bretanha e a Irlanda não restringem o movimento de pessoas para trabalhar, mas a taxa de desemprego na Grã-Bretanha é mais baixa do que nos países onde essas restrições são impostas e se aplica o proteccionismo. Há alguns anos aqui, na Estónia essa era matéria de preocupação. Não sabiamos como lidar com a concorrência global. Abrimos o nosso mercado ao mundo e preparámo-nos para competir. Se nós fomos capazes de o fazer aqui, tenho a certeza que a União Europeia será igualmente capaz lidar com a globalização. Q: Olhando para a sua vizinha Russia, para a situação da liberdade de imprensa e para as dificuldades das ONG’s no país: Qual é o seu comentário em relação a toda essa recente problemática? A: “O que se passa não é muito bom. Sabemos que tem havido alguns problemas com a liberdade de imprensa. Não estamos contentes com a situação das minorias na Rússia. Estamos preocupados. Q: A Rússia diz que as minorias russas na Estónia são descriminadas, qual é a sua resposta a esta crítica? A: “ Aqui, na Estónia, estamos a seguir as normas internacionais que se aplicam às minorias. Q: Recentemente assistimos ao braço-de-ferro entre a Rússia e a Ucrânia por causa do preço do gás. Deverá ser visto como uma lição para a Europa? Deveria a União Europeia estabelecer uma Política Comum de Energia? A: “Quando um país vai negociar com a Rússia, 25 pequenos mercados vão negociar com a Rússia, haverá um que ganha e 25 que perdem. Quando 25 estados membros, juntos, isto é uma União Europeia com uma política comum, vai negociar com a Rússia todos serão vencedores. Quando todas as partes envolvidas são vencedoras todos ficam muito satisfeitos.