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Presidente Gbagbo recua perante ameaça da ONU

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Presidente Gbagbo recua perante ameaça da ONU

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O movimento de apoio ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, está à solta. O chefe de Estado teve de pedir aos manifestantes para regressarem às suas casas. A situação estava a ficar fora do controlo, as Nações Unidas ameaçaram com sanções.

A gota de água terá sido a retirada forçada dos capacetes azuis das Nações Unidas da localidade de Guilo, a 300 quilómetros a oeste de Abidjan, capital económica do país. Os militares foram atacados por uma multidão. Pelo menos cinco pessoas morreram. Os edifícios e instalações da ONU foram saqueados e queimados. Este foi o terceiro dia de protestos, não só em Guilo, mas nas outras grandes cidades. Nem a televisão nacional escapou à fúria. Os apoiantes do presidente Gbagbo são contra a recomendação internacional que aponta para a dissolução do parlamento quando o mandato expirar. Há um comité que supervisiona o processo de paz no país, sob a égide da ONU. O hemiciclo é um dos últimos bastiões do poder do presidente. O norte está nas mãos dos rebeldes, o sul nas de Gbagbo. Ainda ontem o presidente anunciava o abandono das negociações de paz e reclamava a saída do país das forças da ONU, mas não contava com o agravamento da situação. O presidente da União Africana, Olusegun Obasanjo, foi ontem à Costa do Marfim tentar mediar a crise. A União Europeia condenou com firmeza os actos de violência registados. O país é o principal produtor de cacau do mundo. A guerra civil é uma realiade desde há três anos, quando o grupo rebelde, Forças Novas, tomou o controlo do norte. A Costa do Marfim tornou-se independente da França em 1960.