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"Troika" europeia quer posição forte do Ocidente sobre programa nuclear do Irão

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"Troika" europeia quer posição forte do Ocidente sobre programa nuclear do Irão

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O Ocidente quer obter o máximo consenso possível entre a comunidade internacional a respeito da questão nuclear iraniana.

A “Troika” europeia, que negociou com Teerão durante os últimos dois anos, quer agora ver a Agência Internacional de Energia Atómica discutir de emergência o eventual envio do dossiê para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em Berlim, o primeiro-ministro francês Dominique de Villepin confessou que durante a reunião com Angela Merkel foi “mencionada a questão do Conselho de Segurança. Actualmente, essa opção não pode ser posta de parte. É verdade que muitos sinais foram dados ao Irão e todos foram inúteis.Por isso, temos de fazer com que as exigências da comunidade internacional sejam respeitadas.” A dois de Fevereiro numa reunião de emergência, a Agência Internacional de Energia Atómica deverá votar um projecto de resolução, que implica imediatamente o Conselho de Segurança da ONU, o que poderá resultar em sanções para o Irão.No entanto, uma proposta russa, ainda em avaliação, pretende que o CS apenas aflore informalmente a questão, após o que a AEIA poderá debater novamente a questão em Março. Moscovo considera que o debate informal poderá potenciar uma resolução para a crise. Porém, esta opção irá prolongar no tempo o braço de ferro entre Teerão e o Ocidente. Para o presidente iraniano, o afastamento ocidental das negociações tem motivações políticas. E por considerar que a política internacional não pode ser definida unilateralmente ou com base no poderio militar, Mahmud Ahmadinejad exortou o Ocidente a pôr de parte a sobranceria e a agir com lógica.