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ONU rejeita impor sanções à Costa do Marfim

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ONU rejeita impor sanções à Costa do Marfim

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas debateu ontem a crise na Costa do Marfim, mas absteve-se de impor sanções, que, julga, irão de momento contribuir para piorar a situação. A ONU considera, no entanto, que os atropelos ao processo de paz devem cessar.

Por isso, nesta reunião, o Conselho de Segurança limitou-se a identificar os possíveis alvos das sanções, como explica o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan: “Aqueles que agem desta forma devem compreender que há-de chegar a altura em que terão de prestar contas pelos seus actos e pela destruição que estão a causar à sua própria sociedade.” Desde 2002, a Costa do Marfim está dividida entre o Norte ocupado pelos rebeldes e o Sul governado pelo presidente Laurent Gbagbo.A violência dos últimos quatro dias foi convocada por apoiantes do presidente, depois das Nações Unidas terem nomeado um novo primeiro-ministro, incumbido de desarmar as milícias rebeldes e pró-governamentais, tendo em vista as eleições marcadas para 31 de Outubro.Durante estes tumultos, foram visadas a sede da Missão da ONU e a embaixada francesa em Abidjan, o principal centro económico da Costa do Marfim. Ontem, a tensão diminuiu ligeiramente após um apelo à calma do presidente e do líder dos “Jovens Patriotas”, uma organização pró-governamental.