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Reacender da violência no Médio Oriente põe à prova Abbas e Olmert

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Reacender da violência no Médio Oriente põe à prova Abbas e Olmert

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Um atentado suicida num café de Telavive, marcou ontem o fim da trégua de 11 meses acordada pelos grupos armados palestinianos.

Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas quando um bombista suicida fez deflagrar a carga explosiva que transportava, no interior da casa-de-banho do estabelecimento. A acção reivindicada pela Jihad Islâmica, ocorre a seis dias das eleições palestinianas, fazendo aumentar a pressão israelita e norte-americana sobre Mahmoud Abbas, acusado de não pôr cobro à acção dos grupos armados. Para o presidente da Autoridade Palestiniana o ataque teve como objectivo,“sabotar o sufrágio de 25 de Janeiro”. O ministro da defesa israelita, Shaul Mofaz, acusou o Irão de ter financiado o a acção e a Síria de ter coordenado o ataque a partir da sede da Jihad Islâmica em Damasco. Horas depois do atentado produzia-se um novo incidente em Hebron, no sul da Cisjordânia, quando uma patrulha militar israelita alvejou mortalmente um palestiniano, para se defender de um ataque com um cocktail molotof. Um segundo atacante foi detido. O reacender da violência no Médio-Oriente torna-se num primeiro teste ao primeiro-ministro interino de Israel Ehud Olmert, que no plano interno deu esta noite mostras de firmeza face às derivas dos colonos judeus que há dias desafiam o exército. Mais de quatro mil militares e mil e quinhentos policias foram mobilizados para até ao final do mês evacuarem um colonato clandestino na Cisjordânia, e retirarem de um mercado palestiniano de Hebron dezenas de “ocupas” israelitas.