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A morte de Rugova perturba inicío de conversações sobre o Kosovo

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A morte de Rugova perturba inicío de conversações sobre o Kosovo

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A morte do presidente do Kosovo, Ibrahim Rugova aos 62 anos, vítima de cancro do pulmão, ocorre numa altura em que a província sérvia enfrenta um dos momentos políticos mais sensíveis desde o fim da guerra em 1999. Com início previsto para quarta-feira em Viena as conversações directas sobre o estatuto final do território foram adiadas para Fevereiro. A figura de Rugova é vista pelos analistas como dificilmente substituível devido ao seu carácter pacífico e moderado, e pelo respeito que granjeou internacionalmente.

A familia Rugova recebeu hoje a visita do chefe da ONU para a região Soren Jessen Petersen, que convocou uma reunião de urgência depois de ter recebido a notícia da morte. Ele que personificava a luta pela independência do Kosovo da Sérvia, anunciou em Setembro passado que sofria de cancro do pulmão, mas que continuaria “a trabalhar pelo reconhecimento da independência do Kosovo”. Rugova é o rosto mais conhecido da luta dos albaneses do Kosovo desde o início dos anos 1990, quando liderou um movimento pacífico de protesto contra as políticas para a província do então presidente jugoslavo, Slobodan Milosevic. Até Fevereiro de 2005 liderou a Liga Democrática do Kosovo, o maior partido político da província, que venceu duas eleições gerais desde que as Nações Unidas assumiram a administração do território para pôr cobro à represão sérvia sobre os albanese. A província conta com cerca de dois milhões de habitantes de maioria albanesa.Estes defendem a independência, enquanto os sérvios argumentam que a província é o berço da cultura sérvia e deve por isso manter-se no país, com um estatuto de autonomia substancial.