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Indecisos abalam certezas no fim da campanha para as presidenciais

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Indecisos abalam certezas no fim da campanha para as presidenciais

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Hoje é dia de reflexão em Portugal antes das eleições presidenciais marcadas para Domingo.

Um sufrágio que, à semelhança dos anteriores, deverá reflectir o clima de crise económica e de confiança política vivido pelos portugueses, e onde os cerca de vinte por cento de indecisos deixam em aberto a hipótese de uma segunda volta. Ontem os seis candidatos apresentaram os últimos argumentos em comícios de encerramento de campanha em Lisboa, Porto e Àgueda, apelando em uníssono ao voto no domingo. Cavaco Silva esteve no Pavilhão Atlântico em Lisboa frente a cerca de dez mil apoiantes. Já Manuel Alegre terminou a sua campanha num jantar-comício em Àgueda, depois de ter juntado algumas centenas de apoiantes durante uma caminhada ao longo da baixa de Lisboa. Mário Soares, que se deslocou ao Porto afirmou que para domingo tudo está ainda em aberto face aos cerca de um milhão de portugueses que se declararam indecisos. Jerónimo de Sousa que ontem esteve de manhã em Lisboa antes de terminar o dia num comício no Coliseu do Porto, lembrou por seu lado que, “quem vota é o povo e não as sondagens”. O mesmo tom dos candidatos Francisco Louçã e Garcia Pereira em Lisboa. Desde ontem que os portugueses recenseados no estrangeiro começaram a votar no sufrágio. Domingo é a vez do país descer às urnas para decidir o nome do sucessor de Jorge Sampaio.