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Kosovo chora morte de presidente: "Abandonou-nos quando mais precisávamos dele"

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Kosovo chora morte de presidente: "Abandonou-nos quando mais precisávamos dele"

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A morte de Ibrahim Rugova, mergulhou o Kosovo num sentimento entre a tristeza e a incerteza quanto ao futuro da província sérvia administrada pela ONU.

O presidente, de origem albanesa como a maioria da população do território, faleceu ontem na sequência de um cancro de pulmão, deixando um verdadeiro vazio de poder. Em Pristina centenas de pessoas juntaram-se numa vigília em torno da estátua do héroi nacional albanês Skenderbeg, para homenagear o político apelidado de “pai da Nação”. “A situação não podia ser pior”, afirma uma das participantes da vigília, “Rugova abandonou-nos quando mais precisávamos dele”. Outro recorda que, “era um homem de paz e de liberdade, e infelizmente não viveu o suficiente para ver um Kosovo independente, espero que os nossos políticos sigam os seus passos”. Outra ainda afirma que “é triste saber que a única coisa que pude fazer por ele foi vir até aqui esta noite e acender uma vela em sua honra. Ele era uma pessoa muito importante para todos nós”. O governo declarou cinco dias de luto nacional em memória do chefe de Estado que durante os próximos três meses será substuído interinamente pelo presidente do Parlamento. Rugova tinha anunciado em Setembro que sofria de cancro do pulmão mas que continuaria a trabalhar pelo reconhecimento da independência do território. O funeral do líder está agendado para quarta-feira, o dia em que deveria participar em Viena no início das conversações sobre o estatuto final da região, entretanto adiadas para Fevereiro.