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Cavaco Silva Presidente

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Aníbal Cavaco Silva confirmou nas urnas o favoritismo da campanha e pré-campanha para as presidenciais. O antigo primeiro-ministro recolheu 50,6% de votos, depois de ao longo da noite eleitoral o seu resultado ter estado ligeiramente abaixo dos 50%, configurando por breves momentos um cenário de segunda volta.

A vitória de Cavaco foi clara. Meia hora antes de se conhecerem os resultados finais, Mário Soares terá felicitado por telefone o seu rival político. Soares foi o grande derrotado do sufrágio. O candidato apoiado pelo Partido Socialista e pelo actual governo obteve apenas 14,3% dos votos, abaixo do resultado do seu colega de partido Manuel Alegre, que recolheu 20,7% de votos. Soares foi o primeiro a reconhecer a derrota. Eram 21h30, quando desceu do 13o andar do Hotel Altis para felicitar Cavaco Silva e agradecer a todos os que apoiaram a sua candidatura, afirmando, “não desisto de lutar, o meu empenhamento cívico ao serviço de Portugal e dos portugueses será total como sempre o foi”. Manuel Alegre, derrotado mas vencedor contra o seu próprio partido, realçou que o movimento que impulsionou a sua candidatura pode abrir caminhos para o futuro. “O objectivo principal da minha candidatura, a passagem a uma segunda volta, não foi atingido por décimas”, afirmou o candidato na sua primeira declaração feita a partir da sede de candidatura, em Lisboa. Segundo os resultados definitivos, o candidato apoiado pelo Partido Comunista, Jerónimo de Sousa, obteve 8,6% dos votos. Já Francisco Louçã, apoiado pelo Bloco de Esquerda obteve 5,3% de votos. Garcia Pereira ficou com 0,4% de votos. Quanto à abstenção, 37 por cento dos 8,9 milhões de eleitores não se deslocaram às urnas.