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Merkel adapta política externa almã aos novos tempos

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Merkel adapta política externa almã aos novos tempos

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Angela Merkel continua a ofuscar todos os cépticos e a fazer lembrar o seu mentor Helmut Kohl nos melhores tempos.

Quando chegou da sua viagem a Washington, todos lhe deram vivas; de Moscovo, ouviram-se os “hurras”. A falar da Tchechénia no Kremlin ou de Guantanamo na Casa Branca, Angie provoca a admiração dos compatriotas. Na cimeira europeia em Bruxelas, em Dezembro – apenas um mês depois da eleição como chanceler -, ajudou a resolver a crise orçamental fazendo de mediadora entre Blair e Chirac. Mas que seria do eixo franco-alemão? Karel Lanoo, perito do centro europeu de estudos políticos conta: “Tive a impressão, no fim de Schroeder, que havia uma espécie de preservação artificial do eixo franco-alemão, que nessa altura já estava fora de prazo. O que vi até agora com Merkel, é que ela olhará para além disto, e o facto de ter visitado Barroso imediatamente depois de ver Chirac, prova a nova visão de política externa. Penso que ela vai olhar muito para lá do eixo franco-alemão, que é contrário ao que a União Europeia dos 25 preconiza, precisa de ser adaptado aos novos tempos”. Na verdade, a Alemanha quer reforçar os laços com os Estados Unidos e ajudar Bush a sair do atoleiro em que entrou com a guerra do Iraque, mas sem deixar atropelar os direitos dos presumíveis terroristas detidos.