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Gul rejeita culpas sobre situação em Chipre e defende nova proposta turca


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Gul rejeita culpas sobre situação em Chipre e defende nova proposta turca

A Turquia, consciente de que a questão de Chipre fará parte das negociações de adesão à União Europeia, tenta relançar as discussões promovidas pela ONU sobre a reunificação da ilha. A situação está num impasse.

Numa entrevista à EuroNews, Abdullah Gul, ministro turco dos Negócios Estrangeiros, defende a actual proposta de Ancara: “Propomos abrir os nossos portos e aeroportos e pôr fim a todo o tipo de restrições. Em contrapartida, queremos que os cipriotas-gregos acabem também com o embargo económico imposto ao lado turco da ilha. Isto será um teste à sinceridade dos cipriotas-gregos e servirá para saber se estão realmente decididos a encontrar ou não uma solução”. A ilha de Chipre está dividida há mais 30 anos. A parte cipriota-grega, no Sul, aderiu à União Europeia, depois de rejeitar em referendo o plano promovido pela ONU. Enquanto o Norte, reconhecido só pela Turquia, era favorável à reunificação. Questionado sobre a presença militar turca no Norte de Chipre, as justificações e o porquê, o chefe da diplomacia de Ancara respondeu: “Bem, em 2004 o lado cipriota-grego rejeitou o plano Annan, que previa a reunificação da ilha, e bloqueou assim a retirada das forças turcas. Elas garantem a segurança dos cidadãos turcos e existe um acordo internacional sobre o assunto. Mas,infelizmente, ao rejeitar o plano Annan os cipriotas-gregos bloquearam a retirada e a culpa não é nossa”.
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