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Hamas ameaça poder do Fatah nas instituições palestinianas

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Hamas ameaça poder do Fatah nas instituições palestinianas

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Durante 40 anos o Fatah, o partido do falecido Yasser Arafat, incarnou a resistência e na última década reinou de forma suprema nas instituições palestinianas. Mas a vitória de 1996 está longe. O Fatah tem de enfrentar agora o Hamas e o desgaste de dez anos de poder, sem apresentar resultados das negociações com Israel e na melhoria das condições de vida dos palestinianos.

Candidato do Fatah e responsável da Autoridade Palestinianas na Faixa de Gaza, Mohammed Dahlan defende: “A Autoridade Palestiniana tem estado paralisada quer por Israel quer pelo Hamas. Acredito que, apesar do que sucede actualmente e da difícil situação em que nos encontramos, o povo palestiniano vai votar no Fatah. O Hamas não tem experiência, o que faz é gritar slogans e os discursos não são suficientes para ser oposição”. O Hamas não participou nas eleições de 1996 e desde então denunciou a ausência de resultados nas negociações com Israel e a corrupção na Autoridade Palestiniana. Ganhou influência junto do eleitorado. Além disso apresenta-se como um partido coerente e disciplinado, face a um Fatah minado pelas divisões internas. O Fatah começou por apresentar duas listas, ambas lideradas por Marwan Barghouti, que acabaram por unir-se. Barghouti, o cabeça da lista – condenado a prisão perpétua em Israel -, tem como missão levar o Fatah à vitória mas louva a participação do Hamas: “Durante anos, e sobretudo no último ano, tentei convencê-los a participar no escrutínio. Saúdo a decisão histórica do Hamas. Porque a participação do Hamas significa que acreditam na democracia, que estão prontos a trabalhar de acordo com as regras da lei e da democracia e isso é muito importante”. O velho partido palestiniano mostra-se pronto a dividir o poder com os islamitas, no Conselho Legislativo e provavelmente no governo, mesmo se o desarmamento está fora de questão para o Hamas.