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Israel não gostou da vitória do Hamase garante não haver diálogo possível

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Israel não gostou da vitória do Hamase garante não haver diálogo possível

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O primeiro-ministro de Israel em exercício, Ehud Olmert, afirmou que a organização radical Hamas não é um interlocutor válido para o país. Se o Hamas formar um governo, Israel vai simplesmente ignorar esse governo, diz Olmert com toda a segurança.

Benjamin Netanyahu, líder do antigo partido de Ariel Sharon, o Likud, teve uma reacção ainda mais forte. Atacou Sharon, acusou-o de ser o responsável pela vitória do Hamas nas eleições, situação que estimulou ao ceder aos palestinianos, especialmente ao retirar as colónias de Gaza em Setembro. Netanyahu deixou uma advertência – “Os territórios palestinianos vão tornar-se num feudo do Hamas, e isso trará nefastas consequências para Israel”. Os israelitas dividem-se entre o receio e o espanto. Na rua há quem afirme que “o Hamas é um grupo terrorista, não é nada bom para Israel, com eles no poder haverá mais ataques”. Muitos analistas afirmam, no entanto, que a melhor forma de retirar o Hamas das ruas da violência é integrá-lo no jogo da democracia, mas muitos outros não acreditam ser isso possível.